quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O problema de se utilizar PET e outros recipientes no cultivo de alimentos

Participo de um grupo no Facebook chamado Identificação Botânica  no qual esses dias me deparei com um maravilhoso texto. Pedi ao autor que me desse permissão para a publicação aqui no blog, pois é bem explicativo e didático a quem queira de inteirar sobre o assunto e antes de discutir, analisar e pesquisar bem. Contém ao final vasta bibliografia onde se pode aprofundar o assunto.

O texto é longo, mas vale cada frase. Senta que lá vem história!


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Autor: Lorde Wallimann, Jornalista e Professor e acima de tudo, um grande curioso. (assim como eu! rs)



FUJA DO USO DE RECIPIENTES DE PLÁSTICOS PARA O CULTIVO DE ALIMENTOS, INCLUSIVE PET E PVC


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Além de você não estar ajudando a preservação do ambiente, você está colocando sua saúde em risco. E nem vamos falar aqui do uso de pneus e recipientes de metal que são piores ainda.


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Muita gente se ilude com o uso e mais ainda com a reutilização de recipientes de plástico para o cultivo de alimentos. Quando reutilizam, pensam que estão colaborando com a preservação do meio ambiente - principalmente em regiões onde só existem lixões e não há tratamento adequado do lixo; todavia, seja no lixão ou no quintal da sua casa, o efeito na natureza será o mesmo, pois o que você não ingerir e não ficar parado dentro do seu corpo para gerar doenças, vai inevitavelmente chegar ao lençol freático mais cedo ou mais tarde. Quando compram qualquer vaso já produzido com esse material, acham que estão fazendo um bom negócio em razão do baixo preço comparado ao dos melhores materiais: barro e cerâmica, por exemplo. Ocorre que a maioria dos plásticos possui em sua composição substâncias tóxicas e grande parte deles ainda fica pior porque estiveram em contato direto com outras substâncias tóxicas que não faziam parte originalmente da sua composição: embalagem de produtos químicos, de tinta, de cola, galões de combustível, de produtos de limpeza, de venenos, de agrotóxicos (agrotóxico mata), etc.

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“O plástico leva 100 anos para se decompor, até lá nós todos já morremos”. Há plásticos que levam até muito mais tempo que isso. SEM FALAR DA NOSSA RESPONSABILIDADE COM AS GERAÇÕES FUTURAS, o problema é que o plástico não possui relógio de pulso, ele não fica contando segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos até que: “Opa, acabei de fazer 100 anos, é hora de eu me desintegrar e contaminar a natureza”. Como ocorre com toda matéria, o plástico ao longo do tempo vai desprendendo partículas no ambiente em que se encontra – processo que vai se acelerando com o passar do tempo. O que acontece inclusive com você, com o seu corpo, por exemplo, enfim, com seres vivos que vão soltando células ao longo de sua existência. Nada disso é visível a olho nu, mas está acontecendo exatamente agora.

E no meio dos plásticos, estão as garrafas PET, tidas como queridinhas da galera da reutilização, levada por muita propaganda e marketing ao coração de ‘nosotros’, afinal “eram embalagens de alimentos, que perigo que ia ter” (pois a indústria está muito mais preocupada com a sua saúde do que com o lucro). Peraí. Mesmo que tudo fosse assim tão correto e honesto, ocorre que o tempo, a maneira, as condições ambientais de uso (temperatura, umidade contínua, sol direto, etc.) para você cultivar alimentos dentro dessas embalagens serão muitíssimo diferentes de quando elas estavam simplesmente embalando alimentos – e quanto mais prolongado e frequente o uso, pior o risco. As garrafas PET têm símbolo de reciclagem 1 (um) e possuem substâncias contaminantes de desregulação endócrina e químicos estrogênicos que causam problemas hormonais, como identificado por um estudo americano de 2010 chamado “Polyethylene Terephthalate May Yield Endocrine Disruptors” – além de outros trabalhos similares. E “analisando-se comparativamente o ciclo de vida das embalagens de PET, alumínio (altamente cancerígeno) e vidro, a embalagem PET é a que causa os maiores impactos ambientais”. Isso falando só dos impactos diretos, sem citar os indiretos e os de pós-consumo.


Símbolos de reciclagem
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Explicação dos símbolos
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Outras garrafas que embalam água, por exemplo, não são PETs (assim como plástico não é tudo a mesma coisa, nem toda garrafa de plástico é de PET). Entretanto, também não são próprias para serem reutilizadas, tanto é que até mesmo seus fabricantes recomendam seu descarte após o uso. E existe outro problema relacionado a essas garrafas (de água feitas de outro plástico que não o PET, utilizando na maioria das vezes o PVC): o Bisfenol A (BPA), um composto utilizado na produção de plásticos e resinas, que é encontrado em diversos plásticos, principalmente nos plásticos que são fabricados com policarbonato (símbolo de reciclagem 7). Um estudo realizado pela Universidade de Harvard, nos EUA, colocou um grupo de pessoas utilizando garrafas plásticas com esse material por uma semana e esse curto espaço de tempo foi suficiente para detectar aumento dos níveis de BPA na urina em cerca de 60%. Outro estudo da Universidade de Cincinnati descobriu que ao lavar as garrafas com água quente, o processo de lixiviação é acelerado, ou seja, o BPA se desprende mais "facilmente" quando submetido a altas temperaturas.


*Saiba sobre o Bisfenol citado no parágrafo acima: https://www.endocrino.org.br/bisfenol/

Se você usa ou reusa uma embalagem, qualquer que seja, as partículas que ela desprende vão para o ar, para o solo e para a água. As plantas e animais absorvem estas substâncias do ambiente e você vai ingerir através daqueles que eventualmente utiliza para se alimentar. “A pesquisa intitulada “Endocrine disruptors in bottled mineral water: total estrogenic burden and migration from plastic bottles” relata a presença de substâncias químicas que imitam ou alteram o hormônio estrogênio, principalmente os ftalatos e o bisfenol-A, classificados como estrogênios ambientais” (Ebah). A IARC (Agência Internacional para Pesquisa do Câncer), da World Health Organization (WHO) - Organização Mundial de Saúde, juntamente com o relatório anual do NTP (Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos), classifica as substâncias químicas cancerígenas em três grupos: 

1) as confirmadas como cancerígenas ao ser humano; 
2) as com menor evidência de efeitos em seres humanos mas comprovadamente cancerígenas em animais;
3) as substâncias que apresentam possibilidade de serem cancerígenas. Entre estas diversas classes, há substâncias que possuem várias fontes e algumas estão direta ou indiretamente ligadas aos plásticos de forma geral. Para ilustrar: o clorometil metil éter é usado em sínteses de solventes e polímeros; o cloreto de vinila, na síntese do cloreto de polivinila, popularmente conhecido como PVC; e o estireno, que quando polimerizado produz o PS, um plástico usado em diversos materiais (canetas e garfos descartáveis, entre tantos outros).

*Saiba mais sobre as substâncias químicas que podem alterar os hormônios: https://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1450-a-maioria-dos-plasticos-libera-estrogenio.html


É lindo e prático, mas não utilize também PVC para horta.
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O jornal científico “ Environmental Health Perspectives” revela que adultos com altos níveis de ftalatos e bisfenol A (BPA) na urina tendem a apresentar alteração no nível de hormônios da tiroide na corrente sanguínea. A professora Sonia Hess, do Instituto de Química da Universidade Federal de Santa Catarina, explica que quanto maior o tempo de contato com o plástico, a temperatura e o teor de gordura do alimento, maior é a taxa de transferência desses compostos para o interior dos alimentos. Os plásticos de números 3 (PVC) e 7 (outros) são os que trazem maior risco de liberarem BPA. O BPA está presente em muitos plásticos que compõem produtos para crianças, incluindo garrafas de plástico transparente e leite para bebê industrializado, mas também é usado em recipientes para conservar alimentos, jarros de plástico transparente, filtros plásticos, garrafas de água mineral e no forro interno de latas de refrigerante e comida.

PET
O Polietileno tereftalato (PET), representado pelo símbolo 1 (um) na tabela de reciclagem, é utilizado em garrafas de refrigerante, frascos de produtos de limpeza e farmacêuticos e em fibras sintéticas, por exemplo. (Se vc tem uma garrafa PET olha no fundo dela o número que tem dentro do triângulo que simboliza a reciclagem). O polietileno tereftalato é obtido a partir da reação entre o ácido tereftálico e o etilenoglicol. Garrafas utilizadas para bebidas alimentícias são geralmente feitas de polietileno tereftalato, e, além de atuarem no desequilíbrio hormonal em razão dos estrogênios ambientais, colaboram para o desenvolvimento do câncer de mama pela absorção destes mesmos ftalatos.


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PVC
O Policloreto de Vinila (PVC), representado pelo símbolo 3 (três) na tabela de reciclagem, é utilizado amplamente em encanamentos, no encapamento de cabos elétricos, em frascos de água mineral, em calçados. É obtido a partir da polimerização do cloreto de vinila, que é uma das substâncias categorizadas como comprovadamente cancerígenas pela IARC. De acordo com a Cetesb - Companhia Ambiental (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do estado de São Paulo), o desprendimento do cloreto de vinila a partir dos encanamentos pode ser responsável por parte da contaminação da água potável por esta substância tóxica. O PVC contém cloro. Não bastasse, compostos clorados, quando incinerados, podem produzir substâncias perigosamente tóxicas, como os clofenóis e as dioxinas, mais propriamente uma classe de dioxinas denominada debenzodioxinas policloradas (PCDDs), além de outra classe de compostos igualmente tóxicos: os dibenzofuranos policlorados (PCDFs). E outro plástico muito usado são os filmes que servem geralmente para embalar comida e que têm como composição também o PVC. Isso mesmo, aquele filme de PVC que vc compra no supermercado para embrulhar restos de comida e colocar na geladeira. Ou que já vem enrolando muita coisa que vc compra no supermercado, na padaria...


Filme de PVC para embalar alimentos. Usa o mesmo composto dos canos de PVC e também faz mal à saúde.
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PS
O Poliestireno (PS), representado pela símbolo 6 (seis) na tabela de reciclagem, é utilizado em copos e talheres descartáveis, material escolar como réguas e canetas, capas de CDs, etc. É formado a partir da polimerização do estireno. Pesquisa realizada na UFBA (Universidade Federal da Bahia), pelos professores Jailson B. de Andrade e Pedro Afonso de Paula Pereira, juntamente com o aluno de iniciação científica Rodolfo Figueiredo, descobriu que, quando aquecidos, estes copos formados pelo polímero poliestireno podem liberar o monômero estireno, que é substância cancerígena.


PARA NÃO DIZEREM QUE NÃO FALEI DAS FLORES
A BOA NOTÍCIA E AS ALTERNATIVAS


Como dito acima, apesar de muita gente achar que é tudo a mesma coisa, existem muitos tipos diferentes de plásticos (a maioria prejudicial ao meio ambiente e à saúde - especialmente os que possuem BPA na sua composição). A tabela de reciclagem vai até o número 7 (sete). Perceba que aqui não foram citados todos eles. Porque não é todos eles que são tão perigosos e causam os mesmos danos. O importante é você ter a informação para decidir quais práticas quer na sua vida.

Os plásticos, teoricamente mais seguros para a saúde, são aqueles marcados na tabela de reciclagem como “2 (HDPE)", “4 (LDPE)” e “5 (PP)”. Sendo que o polipropileno (PP), que é o de número 5 (cinco) é aquele que conta com mais simpatia dos entendidos no assunto. Ele é geralmente branco ou colorido, ou ainda semitransparente. E a recepitvidade ao seu uso é pela resistência ao calor e difícil absorção de substâncias às quais é colocado em contato. É o material que compõe grande parte das embalagens de alimentos de grande volume (margarina, gordura vegetal, de 15 ou 20L, por exemplo). Já está aí uma alternativa para a sua horta em casa.


Utilizando potes de sorvete e margarina para plantar horta em casa
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E mais, existe já um tipo de plástico que pode até ser usado como adubo - sim, é biodegradável e compostável. Trata-se do PLA, que não é feito do petróleo e nem integra a tabela de reciclagem tradicional como os demais plásticos comuns obtidos do combustível fóssil. O plástico PLA é obtido a partir do ácido lático extraído da fermentação do amido de beterraba, mandioca, entre outros. É compostável, biodegradável (mecânica e quimicamente), biocompatível e bioabsorvível. O plástico PLA pode ser utilizado em copos, recipientes, embalagens de alimentos, sacolas, pratos descartáveis, garrafas, canetas, bandejas, filamentos de impressora 3D e outros. O problema é quando ele acaba sendo misturado a outros tipos de plásticos para preservar o lucro das indústrias.

O melhor é não consumir produtos que se utilizam de material plástico cuja composição contenha substâncias tóxicas. Porém, o que não for possível evitar, é escolher e exigir da indústria o uso do plástico de melhor qualidade. E para o cultivo, por exemplo, você tem uma infinidade de outras possibilidades que tanto pode obter da natureza como resgatar do lixo: carcaça de coco, de tronco de palmeiras, de árvores, bambu, cabaças, cascas de alguns frutos, recipientes de louça, de vidro, etc.


Xaxim de coco para plantar ervas
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SOBRE O CÂNCER – “As causas que levam ao câncer são variadas, podendo ser internas (genética, metabolismo, imunidade) ou externas (meio ambiente, hábitos, costumes). Cerca de 80% a 90% dos casos de câncer estão ligados a fatores ambientais - substâncias químicas, radiação solar, vírus, e outros fatores que estão em estudo, além de causas ainda não conhecidas. Os casos decorrentes de fatores genéticos propriamente são mais raros”. Até por isso, quem tem muitos casos de câncer na família tem também, por exemplo, que avaliar os hábitos alimentares que herda dos seus antepassados.

“Sempre fiz assim e nunca senti nada, nunca matou minhas plantas, nem meus animais”. O efeito do consumo destas substâncias tóxicas é cumulativo e atua diretamente nas células do seu organismo (como das plantas e demais animais). O efeito é a longo prazo, degenerando as células, deformando o DNA, promovendo o declínio da renovação celular ou a proliferação irregular dos tecidos. Isso vai resultar em encurtar sua expectativa de vida e aumentar o risco de câncer e doenças degenerativas. Outra questão é que, assim como vc, a absorção/ingestão destas substâncias comprometem o metabolismo impedindo ou prejudicando o aproveitamento correto de nutrientes essenciais.

"Mas está tudo contaminado mesmo”. Realmente estamos expostos a contaminações por todos os lados – razão pela qual o câncer, por exemplo, mata mais a cada ano. E por isso é importante fugir de todo tipo de contaminação que a gente puder e não passar para as novas gerações os maus hábitos e a ignorância. Pois cada vitória neste sentido pode não só significar uma vida mais longa, mas uma vida de mais qualidade. E até mesmo uma morte de mais qualidade, pois morrer de câncer é um sofrimento incomparável. Já consumimos diariamente partículas de plástico presentes em cosméticos, cremes, loções, pasta dental, sabonetes líquidos, dentre outros. Por isso a importância reforçada da produção e consumo de alimentos orgânicos – pois estes alimentos além de te livrarem de uma parcela de contaminação, vão ajudar o seu organismo a se fortalecer para enfrentar a contaminação de que vc não conseguir fugir. E também existem produtos orgânicos como sabonetes, xampu, creme dental, etc.

Se te preocupa a trágica contaminação ambiental por plástico, não é reutilizando embalagens que você vai salvar o mundo. O melhor é evitar a aquisição de produtos com esta composição ou com estas embalagens, dar preferência para as recicladas e mais ainda às retornáveis. E o melhor destino mesmo para o plástico não é a reutilização, mas sim a reciclagem - para a construção civil, indústria de brinquedos, de móveis, etc. Se você quer mesmo ajudar o meio ambiente, evite aumentar a demanda pela produção de novas levas deste produto, e escolha, por exemplo, tijolos para a obras na sua casa feitos com a reciclagem de PETs, por exemplo. Ao comprar a sua casa, compre uma casa feita de materiais reciclados. Prefira produtos da indústria de reciclagem, das indústrias ambientalmente responsáveis que incluem em seus programas de ação a destinação responsável de resíduos. E saiba mais: durante um processo inteligente de reciclagem, substâncias tóxicas podem ser eliminadas do produto final.


Abaixo artigo extra. Um puxão de orelha por um jornalista especializado.
Norbert Suchanek, Correspondente e Jornalista de Ciência e Ecologia, colaborador internacional do Portal EcoDebate.


A ARMADILHA DO PET


"Uma mentira que só virou verdade nesta sociedade do século 21, porque foram repetidas milhares de vezes. A realidade é essa: O uso de uma garrafa PET velha no seu quintal ou em forma de roupa, ou como um “telhado verde”, não é reciclagem e nem preserva o meio ambiente. Reciclagem é quando uma garrafa PET velha vira uma garrafa PET nova, como é feito com as garrafas de vidro. Só assim o uso da matéria prima, o petróleo, e o gasto de energia estarão reduzidos. Mas o que acontece com a PET, na realidade, é o contrário disso. A garrafa PET na prática mundial não vira uma nova garrafa PET. A garrafa velha vira um outro produto, um processo que internacionalmente recebeu o nome “Downcycling”.

"Ao contrário do vidro, a PET não pode ser reutilizada na linha de produção original e o seu processo de reciclagem de verdade é ainda caro e complicado. Por isso a indústria de embalagens prefere utilizar matéria prima para seus produtos e inventou a propaganda da PET-Recicling. Novos mercados para o lixo de PET foram criados que de fato estão estimulando a produção de novas garrafas PET à base da matéria prima petróleo. Por exemplo, o novo mercado de Eco-Camisas, Eco-Bolsas ou Eco-mochilas de PET, precisa de produção de novas garrafas de PET à base da matéria prima. E isto é um ato contra a sustentabilidade, contra o meu ambiente e contra a nossa própria saúde.


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"Pior: ao contrário das fadas da propaganda da indústria química, a produção de PET nem é fácil ou limpa. Além do uso de petróleo, também várias substâncias tóxicas são necessárias ou são criadas durante o processo. Por exemplo, a indústria está usando trióxido de antimônio no processo de fazer PET. Mas antimônio é um metal pesado venenoso e pode criar câncer. “A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica o trióxido de antimônio no Grupo 2B – possivelmente carcinogênico para o ser humano”. A substância orgânica Bisfenol-A (BPA) é um outro grande vilão na produção de garrafas de plástico e de outras embalagens. Esta substância de fórmula (CH3)2C(C6H4OH)2 é um estrogênio sintético e pode causar câncer e infertilidade. Já foi provado há anos que o Bisfenol-A pode contaminar os líquidos dentro das garrafas de PET ou de outros plásticos.
Quem compra garrafas de PET e as usam no seu quintal como um viveiro ou quem cria um sofá de PET ou bijuterias, também está responsável pela continuidade do uso do petróleo, pela mineração de antimônio e seus efeitos danificadores e pela contaminação do meio ambiente com substâncias tóxicas e cancerígenas. O mundo não precisa de garrafas, camisas ou viveiros de PET. Vidro é o melhor material para guardar qualquer bebida, inclusive a água. As garrafas de vidro podem ser reutilizadas centenas de vezes. E o material de vidro pode ser reciclado sem fim. O próprio vidro é a melhor matéria prima para fazer vidro."



REITERANDO:


1) sim, há relação entre o hipertireoidismo e o uso de plásticos - PET especialmente...
2) sim, temos alternativas, há plásticos menos danosos, mesmo entre os obtidos a partir do petróleo, como os de número 5 na tabela de reciclagem...
3) sim, já existe plástico que não precisa do petróleo pra ser fabricado...
4) sim, só a partir da nossa mudança de hábitos é que as indústrias e as empresas abandonarão o uso de materiais tóxicos... portanto, devemos evitar o consumo de produtos com estas embalagens.... não consigo pensar em nada do que seja vendido em PET, por exemplo, que a gente seja obrigado a consumir, por falta de opção e necessidade... o caso do PVC é mais difícil pelo encanamento, mas... eu aposto nos filtros para minimizar o impacto...
5) podemos mandar e-mails, mensagens nos sites da empresa e exigir que mudem suas práticas de embalagem, por que não? nós que pagamos....
6) ao contrário do que vi dito por algumas pessoas, não existe nada que ampare a esperança de que o corpo humano se adapte de forma a absorver sem danos tais substâncias tóxicas.... o resultado disso é diminuição da expectativa e da qualidade de vida, com o aumento exponencial de doenças degenerativas...
7) refrigerante é uma coisa tão danosa para a saúde, que não só deveríamos discutir a qualidade da embalagem, mas deixar de consumir.... aquilo é um simples caldo de substâncias químicas... para cada copo de refrigerante ingerido, o seu corpo precisará de aproximadamente TRINTA COPOS DE ÁGUA PURA para se limpar...


E NÃO DESANIME DE SUA HORTA, NÃO ABANDONE SUAS PLANTINHAS...


Uma boa idéia para reutilizar e fazer uma horta caseira são os pallets e caixas de madeira que os mercados descartam
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O importante é ter a busca de uma vida mais saudável como meta diária e agir de maneira prática, sem desespero, sem culpa, a alegria é o melhor caminho para o aprendizado... Eu, por exemplo, acabei de comprar uma maquininha para cortar garrafas e parar de reutilizar embalagens como molhadores....

As pessoas estão ingenuamente iludidas também por um marketing usado pelas próprias empresas para não serem responsabilizadas pelos danos que causam ao meio ambiente. Um excelente exemplo disso é a questão dos pneus:


SOBRE PNEUS INSERVÍVEIS

Os pneus inservíveis as empresas têm obrigação de recolher:

RESOLUÇÃO No 258, DE 26 DE AGOSTO DE 1999
Art.1o As empresas fabricantes e as importadoras de pneumáticos ficam obrigadas a coletar e dar destinação final, ambientalmente adequada, aos pneus inservíveis existentes no território nacional, na proporção definida nesta Resolução relativamente às quantidades fabricadas e/ou importadas.

Referências 
Descubra os perigos de reutilizar sua garrafinha de água. Disponível em <https://www.ecycle.com.br/…/2875-descubra-os-perigos-de-reu…


>. Acesso em 01 out 2017. 
Conheça os tipos de plástico. Disponível em <https://www.ecycle.com.br/…/706-conheca-os-tipos-de-plastic…


>. Acesso em 02 out 2017. 
PLA: o plástico biodegradável e compostável. Disponível em <https://www.ecycle.com.br/…/738-pla-o-plastico-compostavel.…


>. Acesso em 02 out 2017. 
*US National Library of Medicine/National Institutes of Health. Polyethylene Terephthalate May Yield Endocrine Disruptors. Disponível em <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2854718/…


>. Acesso em 01 out 2017. 
*Água Na Jarra. Impactos Ambientais das Embalagens PET. Disponível em <http://www.aguanajarra.com.br/nossa-causa/?id=12


>. Acesso em 01 out 2017. 
Liberato, Cristiane. PLÁSTICO: O Perigo para os Oceanos. Portal Eu Gestor. Disponível em <http://eugestor.com/…/2014/06/plastico-o-perigo-para-os-oc…/


>. Acesso em 01 out 2017. 
*Pensamento Verde. Conheça 22 fatos sobre a poluição gerada pelo plástico e dez maneiras de evitá-los. Disponível em <http://www.pensamentoverde.com.br/…/conheca-22-fatos-sobre…/


>. Acesso em 01 out 2017. 
*COLODEL, Cristiane. As causas do câncer e os efeitos das dioxinas. Ebah- Arquivado no curso de Química na UEPG. Disponível em <http://www.ebah.com.br/…/as-causas-cancer-os-efeitos-das-di…


>. Acesso em 01 out 2017. 
*SUCHANEK, Norbert. A armadilha do PET. EcoDebate. Disponível em <https://www.ecodebate.com.br/…/a-armadilha-do-pet-artigo-d…/


>. Acesso em 01 out 2017.
*SICA, Carlos. O número nas embalagens plásticas e os seus efeitos na Saúde. Disponível em < http://blogs.odiario.com/…/o-numero-nas-embalagens-plastic…/


>. Acesso em 02 out 2017.
*Cura Pela Natureza. SAIBA COMO SABER SE O PLÁSTICO DE SUA GARRAFA OU VASILHA É TOXICO. Disponível em <http://www.curapelanatureza.com.br/…/saiba-como-saber-se-o-…


>. Acesso em 02 out 2017.
*Blog Farmacêutico Daniel . Como identificar Bisfenol A (BPA). Disponível em < http://eliiasdaniel.blogspot.com.br/…/como-identificar-bisf…



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